Acordo do Google para digitalizar livros é rejeitado por juiz americano

Google BooksO sonho do Google de reunir todas as informações do mundo, como uma Biblioteca de Babel de Borges, foi por água abaixo. Para o juiz Denny Chin, da corte distrital do Distrito Sul de Nova York, o acordo era “injusto, inadequado e irracional”.

O acordo entre o Google Books, a Associação de Autores (Author’s Guild) e a Associação de Editores Americanos para disponibilizar milhões de obras online era, sem dúvida, como afirma o próprio juiz, uma forma de burlar direitos autorais, apesar de beneficiar a muitos leitores. Outra preocupação do juiz foi o monopólio que o Google teria sobre o mercado de pesquisa.

A negociação do Google com essas associações vinha sendo feita há 6 anos, e a empresa pagaria 125 milhões de dólares a elas para serem distribuídos entre os autores dos mais de 12 milhões de livros que já haviam sido digitalizados das principais bibliotecas americanas, ou seja, primeiro o Google incluiria as obras, e depois as associações correriam atrás dos autores para fazer o pagamento. O juiz não bateu o martelo final e pediu para que a empresa refizesse o projeto, levando em consideração os direitos autorais dos autores das obras, e que somente fossem digitalizados os livros cujos autores tenham aceitado explicitamente as condições. Ponto para os escritores!

O Literatura no Brasil é a favor do acesso facilitado à obras de arte, mas, antes, é a favor dos direitos autorais para escritores que já têm muita dificuldade em sua profissão.

E você, concorda com a posição do Google Books em relação aos milhões de livros digitalizados que pretendem dispor em suas buscas?

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*