As cinzas de Saramago repousam em Lisboa

Exatamente um ano após sua morte, no último sábado (18), as cinzas de José Saramago foram depositadas em uma oliveira, nascida em sua aldeia natal, Azinhaga do Ribatejo, e replantada em uma praça de Lisboa, em frente à Casa dos Bicos, futura sede da Fundação Saramago.

José Saramago

O Nobel de Literatura português recebeu diversas homenagens de amigos e parentes, em especial de Pilar, sua esposa, que levou rosas brancas à cerimônia, que teve a leitura do texto Palavras para uma Cidade pelo professor e cantor lírico Jorge Vaz de Carvalho. O texto é uma carta de amor de Saramago para Lisboa, como o próprio autor revelou em seu blog Outros Cadernos de Saramago.

No local onde as cinzas foram depositadas, existe um banco de mármore com duas pedras. Na primeira, está escrito José Saramago 1922-2010. Na segunda, a última frase do romance Memorial do Convento: “Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia”.

As obras mais conhecidas de José Saramago são: Memorial do Convento (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1986), A Jangada de Pedra (1986), História do Cerco de Lisboa (1989), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio sobre a cegueira (1995), Todos os Nomes (1997), O Homem Duplicado (2003), As Intermitências da Morte (2005) e Caim (2009).

A seguir, o vídeo de Saramago assistindo pela primeira vez à sua obra Ensaio sobre a cegueira adapatada para o cinema por Fernando Meirelles:

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*