Cobertura Flip 2012 – Em família – mesa 12

A mesa 12 da Flip 2012 foi um mix de literatura para falar sobre a família. “Mix” porque a conversa reuniu Zuenir Ventura, que dispensa apresentações, Dulce Maria Cardoso, escritora portuguesa, e João Anzanello Carrascoza, autor brasileiro não tão conhecido (pelo menos por este humilde editor, e até esta mesa da Flip). A mesa tinha como tema central o papel da família na literatura, ela que já foi tão trabalhada duranta milênios e continua sendo um tema recorrente e interessante.

A portuguesa Dulce Maria Cardoso é ganhadora do Grande Prêmio Acontece de Romance com o livro Campo de Sangue, e mostrou sua intimidade com os temas familiares por esse ser exatamente o enredo de seu livro O Retorno, sobre as perdas de uma família obrigada a deixar Angola, exatamente como aconteceu com a autora.

João Anzanello Carrascoza é mais conhecido por sua literatura infantojuvenil e seu livro de contos O vaso azul, laureado com o Prêmio Guimarães Rosa/ Radio France Internationale, cujo conto homônimo trata da visita de um filho a sua mãe, durante um fim de semana. Além disso, é redator publicitário professor da PUC-SP e ESPM, e tem livros técnicos publicados sobre o assunto.

Zuenir VenturaZuenir Ventura se juntou à mesa para atribuir toda a experiência de seus muitos anos de jornalismo e vivência. O mediador da mesa, João Cezar de Castro Rocha, professor do mestrado de Letras da UERJ, lembrou um fato curioso:  Zuenir é formado em Letras e foi aluno de literatura hispano-americana de ninguém menos que Manuel Bandeira na UFRJ. Zuenir lançou na Flip o romance Sagrada Família, que o autor diz ser uma mistura de suas memórias com a memórias de outros e relata uma família dos anos 40, com todos os estigmas da época.

Bem organizada, mas com pouca discussão, a mesa trouxe para o público apenas relatos breves da importância da família na produção literária, quanto tema, e serviu para promover o livro de Zuenir, como o próprio autor brincou durante sua fala. Isso porque, além de falar dos próprios livros, os autores tiveram tempo para ler trechos das obras.

Sentimos falta de uma discussão mais acalorada sobre o tema entre os participantes. Não houve nenhum momento em que um se referiu ao outro para discordar ou acrescentar algo de relevante sobre o tema, se limitando apenas às explanações mais antropológicas de Dulce Maria sobre o Brasil como sua família (portuguesa, Dulce Maria passou a infância em Angola), e às explicações de Zuenir sobre seu livro.

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