Feliz Ano Novo ganha nova edição

Feliz Ano Novo, clássico de Rubem Fonseca, lançado em 1975, está sendo relançado pela Agir (152 pág., R$24,90). A nova edição conta com ensaios críticos de Deonísio da Silva e António Alçada Baptista, além de um texto de Sérgio Augusto contando a história da aclamação crítica e a perseguição da censura à obra durante a ditadura militar.

Considerado uma das principais obras de Fonseca, Feliz Ano Novo teve sua publicação e circulação proibidas em todo território nacional em 1976, sendo recolhido pelo Departamento de Polícia Federal, sob a acusação de conter “matéria contrária à moral e aos bons costumes”. Evidentemente, o regime estava errado: o livro desde então é aclamado pela público e pela crítica e se tornou uma das mais importantes obras literárias em língua portuguesa.

Os contos de Feliz Ano Novo expõem quebras de um contrato social baseado em uma moralidade duvidosa. Rubem Fonseca utiliza uma linguagem incisiva e crua para desenhar esse painel no qual ninguém é inocente, mas todos inseridos em um sistema aparentemente sem regras nem benevolência. Os desejos obscuros desses personagens é a linha de investigação de Feliz Ano Novo, recomendado com louvor pela equipe do Literatura no Brasil.

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