Moacyr Scliar – a morte de um imortal

O porto-alegrense Moacyr Scliar morreu na madrugada de hoje, 27/02/2011, em sua cidade natal, aos 73 anos, devido às consequências de um acidente vascular cerebral (AVC). Com mais de 70 livros publicados, mais de um para cada ano de vida, em diversos gêneros literários, entre eles os romances O Exército de um homem só, A estranha nação de Rafael Mendes e O centauro no jardim, Scliar se consagrou imortal, em 31 de julho de 2003, sendo o sétimo ocupante da Cadeira nº 31 da Academia Brasileira de Letras.

Moacyr Scliar

Sua condição de filho de imigrantes e sua formação como médico da rede pública, contribuíram muito para que Moacyr Scliar fosse um expoente de sua geração. Seus principais prêmios foram:

  • Prêmio da Academia Mineira de Letras (1968)
  • Prêmio Joaquim Manuel de Macedo (Governo do Estado do Rio, 1974)
  • Prêmio Cidade de Porto Alegre (1976)
  • Prêmio Érico Veríssimo de romance (1976)
  • Prêmio Brasília (1977)
  • Prêmio Guimarães Rosa (Governo do Estado de Minas Gerais, 1977)
  • Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (1980)
  • Prêmio Jabuti (1988, 1993 e 2009)
  • Prêmio Casa de Las Américas (Cuba, 1989) pelo livro A Orelha de Van Gogh
  • Prêmio PEN Clube do Brasil (1990)
  • Prêmio Açorianos (Prefeitura de Porto Alegre, 1997 e 2002)

Seu romance A Majestade do Xingu, que narra a história de Noel Nuttles, também judeu e médico sanitarista, além de renomado indigenista, recebeu o Prêmio José Lins do Rego, da Academia Brasileira de Letras (1998); Prêmio Mário Quintana (1999); Prêmio Jabuti (2009) por Manual da paixão Solitária.

Moacyr Scliar, em uma de suas entrevistas, comentou: “Se o escritor não tiver prazer escrevendo, o leitor também não terá”. Sim, Moacyr, é nítido em toda a sua obra que você teve muito prazer em escrevê-la!

Veja a entrevista produzida pela Saraiva Conteúdo, chamada Moacyr Scliar, uma vida entre a literatura e a medicina:

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