66 anos da morte de Mário de Andrade

Mário de Andrade, um dos percussores do modernismo na literatura brasileira, morreu há exatos 66 anos, em 25 de fevereiro de 1945. Apaixonado por São Paulo, o poeta que tantas vezes cantou sua cidade, morreu aos 52 anos vítima de um infarto dentro de sua casa.

Retrato de Mário de Andrade

Poeta, romancista, historiador, crítico, musicólogo e fotógrafo, Mário de Andrade deixou uma extensa obra fundamental para o entendimento da formação do modernismo brasileiro. Macunaíma é o seu romance mais conhecido – leitura obrigatória e prazerosa de uma narrativa nacionalista e anti-heróica, publicada em 1928. Na poesia, destacam-se Paulicéia Desvairada (1922) e Lira Paulistana, publicado postumamente em 1946.

Quando eu morrer quero ficar,/ Não contem aos meus inimigos,/ Sepultado em minha cidade/ Saudade. […] As mãos atirem por aí,/ que desvivam como viveram,/ As tripas atirem pro Diabo,/ Que o espírito seja de Deus./ Adeus. Trecho do poema “Quando eu morrer”, Andrade fez de São Paulo o plano de fundo de uma poesia revolucionária, de linguagem livre, lírica, leve e quotidiana. Descreveu com talento e maestria as emoções, as ideias, as mudanças e incertezas que permeavam o seu tempo.

Mário de Andrade ficou em São Paulo. As mãos atiradas desviveram, as tripas também. O seu espírito é que continua cheio de vida e cor. Aos amigos e aos inimigos, Mário de Andrade deixou um legado de importância indiscutível: a sua arte moderna.

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